Pascom Borborema - Pastoral da Comunicação
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Palavra do Pároco
A paz de Jesus, meu irmão, minha irmã. Continuemos a nossa busca pelos valores e critérios para vivermos bem e cristãmente neste mundo vamos estudar sobre “A moralidade dos atos humanos”.
Por ser livre, o homem é um sujeito moral. Quando o homem age ele é pai dos mesmos. Todo ato humano, feito livremente e escolhidos após uma séria reflexão, ou na linguagem do Catecismo, após um juízo de consciência, podem ser qualificados moralmente: ou são bons ou são maus.
Para se ter um discernimento sobre a qualidade de um ato moral deve se levar em conta: o objeto, isto é, o ato em si, a intenção, a finalidade e, as circunstâncias em que ele aconteceu. O objeto refere-se ao bem que se escolhe de acordo com a vontade. A intenção se refere a meta, ao objetivo a ser alcançado com aquela ação. “É a meta do bem que se espera da ação praticada”. (CIC – 1752). O objetivo a ser alcançado pode ter ações diferenciadas (múltiplas).. è o ato de orientar a vida para o seu fim último. Vamos ver um exemplo concreto: Você pratica um ato de caridade para beneficiar o próximo, mas a inspiração pode ser inspirado pelo amor que você tem a Deus (fim último de todas as nossas ações). Voltemos ao nosso exemplo anterior, pensando agora que a motivação, a intenção fundamental do ato de caridade possa ser para me promover, me vangloriar. A finalidade dessa ação passa a ser uma satisfação do meu ego ou de minhas pretenções.
“Uma intenção boa (por exemplo, ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento desordenado em si mesmo (como a mentira e a maledicência). O fim não justifica os meios. Assim, não se pode justificar a condenação de um inocente como meio legítimo de salvar o povo. Por sua vez, acrescentada uma intenção má (como, por exemplo, a vangló­ria), o ato em si bom (como a esmola) torna-se mau”. (CIC – 1753)
As circunstâncias e as consequências que se relacionam ao ato moral constitui elemento secundário. Eles podem exaltar ou rebaixar a bondade ou maldade praticada (exemplo: o valor monetário do furto). Também pode aumentar o diminuir a responsabilidade daquele que praticou o ato (exemplo: legitima defesa). “Diz o Catecismo: As circunstâncias não podem por si modificar a qualidade moral dos próprios atos, não podem tomar boa ou justa uma ação má em si”. (CIC 1754)
Deus te abençoe.


Pe. Pedro de Celso Gardini