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A
Igreja após o Concílio Vaticano II, deu maior valor aos cristãos leigos,
convocando os a assumirem o seu papel na comunidade, em sintonia com a
hierarquia da Igreja, naquilo que lhes é peculiar, através da missão que lhes
advém pelo Batismo. O surgimento de vários movimentos e novas formas de
apostolado, fizeram o católico despertar-se através do redescobrimento dos
valores da fé e do compromisso na comunidade, através de maior participação,
como tal, foram-se aproximando novamente dos sacramentos.
No período pós-conciliar, notadamente na década de 70, houve
redução ao número de sacerdotes em todo o mundo, principalmente no Brasil, por
afastamento de alguns e pela redução ao número de ordenações sacerdotais,
levando ao fechamento inúmeros seminários, consequentemente duplicando o
trabalho dos sacerdotes; não somente pelos fatores elencados, mas também pelo
aumento da população e pelo despertar de tantos fiéis à Igreja, motivados por
tantos movimentos novos, entre eles o CURSILHO DE CRISTANDADE, naquela primeira
fase. A Igreja aproveitando esse potencial e acompanhando os sinais dos tempos,
instituiu o Ministério Extraordinário da Comunhão Eucarística, conferindo-o a
pessoas idôneas e comprometidas com a Igreja, homens e mulheres; para a missão
de auxiliar o sacerdote a distribuir a comunhão na Igreja, aos doentes em suas
casas e hospitais, a coordenar celebrações nas comunidades, etc...
Assim, em cada comunidade foram escolhidos fiéis de confiança
do Pároco e da própria comunidade para exercerem essa missão. Em Borborema, os
próprios ministros(as), apresentam os nomes ao Pároco, a quem compete a
aprovação e o convite; uma vez aceito, cabe ao Bispo Diocesano o Mandato, que só
será concedido após a participação do mandato é dado por um ano, podendo ser
renovado anualmente, seguindo o critério de cada comunidade.
A Diocese de São Carlos instituiu os M.E.C.E, através de seu
Bispo Diocesano, Dom Ruy Serra, em 1970. No início, não havia cursos de
preparação para ser ministro, bastava a indicação do Pároco e a aprovação do
Bispo. Dada a sua grande importância, Dom Constantino Amstalden, ao chegar à
Diocese, determinou a elaboração das diretrizes dos M.E.C.E, onde se lembra que
o Ministro não pode ser apenas um "distribuidor" de Comunhão, mas um animador de
comunidade pela sua palavra e pelo seu testemunho.
Além do Curso de Formação, promovido pela Coordenadoria
Diocesana de Pastoral, abrangendo aspectos da vida espiritual, teológica,
doutrinária e catequética, há em cada Região Pastoral, uma reciclagem
anual para todos os Ministros.
Escala dos Ministros
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