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Histórico da Igreja Matriz de Borborema: 
Sob o título “Apontamentos Históricos”, o Cônego Heriberto Goettersdorfer, fez uma retrospectiva da Capela de Borborema, no dia 10 de Agosto de 1.922 onde retrata: “A primitiva capela foi edificada por  Joaquim Vieira e outros, provavelmente, em 1.908; sendo toda ela construída de madeira e barro”.Pelos anos  de 1.918 e 1.919 as paredes, laterais e a do fundo foram substituídas por paredes de tijolos, sob a regência de uma comissão, que se compôs da  forma seguinte: Pedro Passos, João Batista Leme, Pedro de Carvalho, Joaquim de Castro Pereira e Gabriel da Veiga “. Continuando o relato, o Cônego Heriberto relata:” Lançaram os fundamentos da parte nova da Capela, e depois ficou tudo parado, até que em 1.921 se formou uma comissão de mulheres composta pelas senhoras: Henriqueta de Oliveira de Carvalho, Maria Amélia da Silva Leme, Bárbara da Silveira Bueno e Maria Jovita Leme de Freitas. Esta comissão levantou os muros e cobriu a Igreja, tirando-se a parede intermediária e ocupando, o povo, pela primeira vez a parte nova nas exéquias do Papa Bento XV, a 28 de Janeiro de 1.922... Benzeu-se e colocou-se a cruz de ferro no frontispício. Em Maio de 1.922, colocou-se o assoalho; em Julho e Agosto terminaram-se os serviços da pequena torre, que foi inaugurada a 10 de Setembro de 1.922 “. Assim termina o relato do Cônego Heriberto, e a comissão de senhoras entregou o saldo que tinha em caixa, sendo registrado no livro da paróquia”. Os saldos das festas de São Sebastião, Santo Antonio e Nossa Senhora Aparecida, de 1.921 a 1.925, foram utilizadas nas obras da “Nova Matriz”, visto que ao mesmo  tempo era construída a Casa Paroquial com o resultado, dos foros, listas e leilões. Em 1.924 e 1.925, os tijolos foram adquiridos de Irineu Gonçalves, Antonio Albano, José Claudino, Manoel Marques, Vicente Cano, Carlos Alemão e Filho; bem como os fretes pagos a Cezário  Libório, Francisco Rigueiro, Albino Zanatta, Bento Martins e Sebastião Tavares, totalizando o valor de R 3.496,700$. O empreiteiro da obra nessa época era Joaquim de Oliveira, e o responsável pelas escavações foi o pedreiro Santo Novaes. O cal foi adquirido de João Laporta, a madeira de Nicolau Pizzolante e de Paulo Pires, e os demais materiais de construção de Antonio Martins Carvalho e Filho. A parte elétrica foi feita a 08 de Fevereiro de 1.925 e nesse mesmo ano a 26 de Agosto, com a aquisição de 6 mil telhas, era coberta a segunda metade da Igreja e em Setembro demolida  a capela velha, sendo vendida a sua madeira  a José Mourão, por R138,300$ Em 1.925, o Padre Bouillon assumia a Paróquia, porém conservando a de Ibitinga, onde residia. Imediatamente procurou organizar uma comissão para dar continuidade às obras; sendo esta aprovada a 12 de Julho de 1.926 e assim constituída: Padre José Rafael Bouillon - Presidente e membros: Manoel da Silveira Bueno, José Soares Brandão, Benjamim Leme e por Dante Cordilhone. A direção da obra estava a cargo do engenheiro-arquiteto Rosalbino Tucci, de Ibitinga. Dois anos mais tarde era inaugurada outra parte da Igreja Matriz, no dia 09 de Setembro de 1.928; quando nos relata o acontecimento o Pe. Bouillon :“Com a presença das autoridades locais, das Comarcas de Itápolis e Ibitinga, foi realizada a benção e inauguração da Capela-Mor e parte nova da Matriz. Às 16:00 horas teve lugar a solene  inauguração, com uma belíssima e imponente Procissão que levou para o Altar-Mor a imagem do Padroeiro São Sebastião.Terminando a parte religiosa  fizeram uso da palavra no patamar da Matriz,o Drº Theodolino Castiglioni, em nome das autoridades de Ibitinga, e em nome das autoridades de Itápolis o Drº Antonio Andréia...” Após a conclusão desta parte, as obras prosseguiram lentamente. Os andaimes de madeira foram colocados em 1.932. Com a chegada do Cônego Arcângelo Gallo, em Setembro de 1.933, as obras que se encontravam paralisadas interna e externamente, ganharam novo impulso com seu dinamismo, passando a contar com duas torres e deixando bem adiantada  a parte externa e principalmente o interior da igreja. Os serviços de funilaria foram feitos pelos Irmãos Falzetta por R400$ a 31 de Dezembro de 1.934. De Janeiro a Agosto de 1.935, as obras estiveram praticamente paralisadas, até que em Setembro o pedreiro Atílio Pizze e o carpinteiro José Faga trabalharam no forro da matriz, feito de tela de arame e madeira. A essa época, o pároco era o Pe. Castanheira. Em Setembro de 1.936, foram colocados o piso de ladrilhos e os caixilhos de ferro para as janelas, em Março de 1.937 a Matriz recebia a Pia Batismal, confessionário e vidros nas janelas das quatro capelas laterais. Com a chegada do Pe. Gabinio, a matriz adquiriu 30 bancos de jacarandá, um harmonium e outros objetos, alem de sua pintura, sendo ela concluída no ano seguinte (1.940), no início do paroquiato do Pe. Alves. No paroquiado do Pe. Alves, a matriz foi ricamente ornamentada com altares de mármore, como era costume na época, iniciado pelo Altar-Mor, consagrado em Outubro  de 1.944, e as capelas laterais nos anos seguintes  foram tendo  seus altares revestidos igualmente de mármore; o teto e o interior da matriz foram decorados artisticamente, no que se refere à pintura, bem como, ainda a riqueza dos vitrais artísticos, estes hoje fazem parte da Igreja de São Benedito, no Jardim Ouro Verde. Os Padres que sucederam ao Padre Alves reformaram sempre que necessário para conservação e manutenção, porém as pinturas artísticas foram substituídas.

Altares da Antiga Matriz
 

Em Setembro de 1.973, passou por melhorias nos sistemas de ventilação, iluminação e som, no paroquiato do Pe. Cláudio; e em Novembro houve a reforma das torres e colocação do relógio, em 1.974 houve a troca do piso, no mês de Julho e na parte externa a modificação da antiga escadaria, dando lugar a um para-peito de tijolos na entrada principal da Igreja, e em Abril de 1.975, passa por sua última pintura interna. Ao tomar posse da paróquia, o Pe. Francisco Carlos da Silva recebeu a determinação do Sr. Bispo, de construir uma igreja maior, mais espaçosa e aconchegante, visto que a antiga, pequena e sem condições de ampliação, deveria ser demolida. Desta forma, a “Comissão Administrativa” da Paróquia, presidida pelo Pároco, reuniu-se na noite de 27 de Agosto de 1.984, com a presença de engenheiros, para estudarem os primeiros projetos  da futura Matriz, seguida de diversas reuniões, inclusive com os coordenadores rurais. Apesar do novo pároco estar há pouco tempo na comunidade, e dos muitos problemas que existiam, o apoio foi maior que as oposições enfrentadas. O primeiro passo após o estudo dos projetos apresentados pelos engenheiros, foi destinar a arrecadação da Festa do Padroeiro daquele ano e as futuras, para as obras da futura Matriz. Visto que na comunidade existia um grande trabalho para sanar uma grave deficiência que era a falta de um Hospital na cidade, e para não pesar demais ao povo, o pároco recorreu à “BISCHOFLICHE AKTION ADVENIAT”, uma entidade da Igreja Católica da Alemanha, solicitando-lhe auxilio, a resposta só foi positiva no segundo e insistente pedido, em resposta de 06 de Dezembro de 1.984, destinando-nos 30 mil marcos Alemães, chegando a primeira parcela, por ocasião do Natal o que foi um verdadeiro presente. A última Missa celebrada na matriz velha aconteceu na noite da quarta-feira, 29 de maio de 1.985, missa dos casais, no mês de Maria. Em virtude da nova situação, o salão paroquial foi adaptado para funcionar provisoriamente como Igreja Matriz.O documento Eclesiástico que autorizava a demolição da Igreja velha tinha o seguinte teor: “Mitra Diocesana de São Carlos - protocolo nº3.768, livro nº 26”.

Autorização Declaratória
“Autorizo a demolição da Velha Matriz da Paróquia São Sebastião de Borborema, tendo em vista, que a cidade  cresceu e esta Igreja não comporta mais o número de fiéis”. Autorizo o uso do Salão Paroquial como local provisório para as celebrações e peço urgir a construção da NOVA MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO DE BORBOREMA na praça da Matriz, pois somente com um novo templo a Comunidade Paroquial  de Borborema terá um local apropriado e digno para o culto Cristão e condizente com o crescimento da cidade".

São Carlos, 21 de Maio de 1.985.

+ Dom Constantino Amistalden - Bispo Coadjutor e Administrador Apostólico da Diocese de São Carlos.

Atual Igreja Matriz
Na realidade, o salão paroquial já era utilizado para as grandes celebrações desde Dezembro de 1.979 quando foi inaugurado, anteriormente, utilizava-se a Quadra Esportiva Paroquial, uma vez que a velha matriz comportava apenas 180 pessoas sentadas e quando muito até 250 pessoas em todo o seu interior. A nova matriz foi projetada para abrigar mil pessoas sentadas. Para não se perder tempo, na noite de 27 de Junho de 1.985, o Sr. Aderbal Duarte Romanini, aceitou assumir a presidência da “comissão de construção da Igreja Matriz”, e o fez com muito amor e dedicação em todas as fases da obra. A comissão oficializada e superada a primeira prova, constituiu-se ainda de outros membros. A provisão de nomeação foi protocolada sob o nº 3.752 e assinada por Dom Constantino Amistalden, Bispo  titular de Hierpiniana, coadjutor e Administrador Apostólico de São  Carlos.Confirmava-se  a equipe que já estava trabalhando. Fora da comissão, também a ajuda foi inestimável, apesar das crises ouve cooperação do bom povo de Borborema, não precisando paralisar sequer um dia  por falta de dinheiro, pois quando os pedreiros eram avisados da possibilidade de paralisação, algum donativo chegava, como da Alemanha ou das campanhas diversas realizadas. No dia  06 de Agosto de 1.985, a velha matriz  começou a ser destelhada e nos dias seguintes as comunidades rurais enviaram seus voluntários para a limpeza dos tijolos e abertura dos alicerces, bem como de outros serviços. Quem vivenciou aqueles momentos jamais irá esquecer tanta generosidade dessas pessoas que vinham pela manhã com seus “bornais” para a refeição e depois recebiam  lanche na casa paroquial. A idéia de levantar uma grande Matriz há muito tempo estava no desejo dos paroquianos atuantes e de todos que partilhavam da vida da comunidade que não tinha sequer local adequado para o ensino da catequese e de reuniões paroquiais; por fim, com a presença de D. Constantino Amstalden, foi solenemente realizada a benção da pedra fundamental da nova Matriz, no dia 20 de Dezembro de 1.985. A comissão de construção, após decidir-se pela implantação de carnes de contribuição mensal, em reunião de 12 de Abril de l986, indicou o senhor Joaquim Martins Carvalho para presidir a esta campanha, o qual aceitou com muito prazer, ficando determinados 4 valores alternativos e a organização de equipes para visitarem todas as famílias católicas, casa por casa; e na zona rural ficaria a cargo das diretorias respectivas. Desta forma, as obras caminharam rapidamente e para tanto, foi necessária, a realização de uma nova campanha aprovada na reunião de 14 de Maio de 1.987, pelos membros da comissão de construção, juntamente com as diretorias das capelas rurais. Foi mostrado o sucesso da campanha de carnês, porém os gastos com ferragens eram muito pesados,  lançando-se dessa forma  a “Campanha do café”, que deu novo impulso. Em Julho, decidiu-se que em vista do desenvolvimento da construção, seria possível inaugurá-la no dia de São Sebastião, na parte interna, pois desta forma a Comunidade estaria já na sua Igreja, e o salão retornaria a acolher a realização das festas, que no momento eram realizadas no pátio da antiga EEPSG “D. GASTÃO LIBERAL PINTO”. No meio da euforia a realidade do momento lembrava que não haveria dinheiro suficiente para o acabamento. Assim, não seria colocado piso, som novo, pintura, forro, vidros, luminárias e mobiliários. Como se afirmou em outra parte, a obra nunca precisou interromper sua caminhada e antes da data programada o que parecia impossível para o acabamento interno total,  estava sendo concretizado, era a  recompensa do MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO, a sua Comunidade fiel. O Pároco apresentou à comissão os painéis para os vitrais da Igreja e a decisão foi unânime em adquiri-los e assim, visto o alto custo dos mesmos, visitar as famílias que quisessem ofertar algum. Bastou mostrá-los na Igreja e a procura para colaborar foi tão grande que não houve painéis para todos, mais tarde o mesmo iria acontecer por ocasião da apresentação dos bancos novos. Com essas generosas contribuições e mais uma conquista do Pároco através da BISCHOFLICHE AKTION ADVENIAT, da Alemanha, que nos enviou mais 30 mil Marcos Alemães, enviados em duas cotas, cujo total equivalia ao resultado  das grandes festas aqui realizadas. Finalmente, depois de tantas lutas, chegava-se o grande  dia  20 DE JANEIRO DE 1.988 – FESTA DO PADROEIRO = Dia de júbilo e ação de graças, a matriz estava concluída na parte interna; com todos os seus acabamentos necessários. Nessa data, às 19:30 horas, saiu do salão paroquial imponente procissão, conduzindo através das principais ruas da cidade as imagens dos padroeiros de todas as comunidades rurais e por último o GLORIOSO MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO, sendo seguido de imensa multidão de fiéis, com a participação do Senhor Bispo Diocesano Dom Constantino Amstalden, Monsenhor Luiz Cechinato – Vigário geral, Cônego Bruno Gamberini – vigário Episcopal / Coordenador da Pastoral, Padre Francisco Carlos da Silva – Pároco, Cônego Amador Romão – Matão, Cônego Ednyr Rôveri – Itápolis, Padre Osvaldo Alfredo Pinto – Irapuã  e Padre Romeu Parolize – Tabatinga; seminaristas: José Mário Martins Carvalho, Lindomar Dionísio da Silva e Odisnei Eduardo Malaspina, além de Irmãs Religiosas, Familiares do Padre Francisco, Comunidades rurais, Autoridades locais, fiéis de várias comunidades vizinhas e a presença maciça do Povo de Borborema, apesar do intenso calor que marcou aquela memorável data. A área total da construção mede 1.014 metros, possui no subsolo um salão para reuniões, 06 salas para catequese, 04 mictórios e 01 depósito; na parte interna da igreja: além da grande nave, um presbitério, a capela do Santíssimo, a capela do Padroeiro, sala/confessionário, depósito, sacristia, secretaria e estúdio; na parte superior há a residência paroquial provisória, com dois quartos, dois banheiros, sala, copa, cozinha, hal e dispensa.Após a inauguração, a parte externa e as dependências (subsolo e residência), prosseguiram, visto que a entrada principal precisava ser aterrada, a construção da rampa, escadarias e a pintura. O aterro interno da matriz consumiu 188 viagens de terra, transportado por caminhões da Prefeitura e DAEE  em abril de 1.986 (3 da Prefeitura e 2 do DAEE),  e a rampa da frente, 190 viagens com os mesmos caminhões, em Julho de 1.988, graças à colaboração do então Prefeito José Carlos Biasotto. Nesse tempo, as noivas entravam  na igreja  pela porta lateral. A imagem do Sagrado Coração de Jesus começou a ser montada no frontispício da igreja no dia 16 de Março de 1.989, medindo 4 metros de altura e pesando 1.500 kilos, ofertada na gestão do Pref. José Carlos Biasotto. Ainda em 1.989, a paróquia realizou o calçamento ao redor da igreja, colocou novas cornetas de som na torre. No dia 3 de Abril a colocação do pára-raios.Concluída a construção, era o presbitério enriquecido com um painel sugestivo retratando Jesus e os discípulos, na celebração da Ceia; cuja pintura iniciou-se a 25 de Agosto de 1.989, e a 8 de Novembro daquele ano, colocado o crucifixo esculpido em madeira, medindo 3 metros de altura, e nessa data foi dada as duas bênçãos. Completando com o belíssimo altar em madeira, doado pelo casal, Leda e Osvaldo Torres, agora São Sebastião era definitivamente entronizado, juntamente com Nossa Senhora Aparecida. A Matriz, grande, espaçosa e aconchegante tem sido  centro de grandes e emocionantes momentos, um deles ocorreu nos dias 28 e 29 de Julho de 1.991, quando da visita da imagem peregrina de  NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA, conduzido pelo Missionário Japonês Padre José Fumagawa, que celebrou 3 Missas com o Templo totalmente lotado, inclusive às 15:00 horas da Segunda-feira; houve coroação em todas as celebrações.

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Evangelho do Dia
Santo do Dia

Horários de Missas
Igreja Matriz:
Sábado:19h30
Domingo: 09h e 19h30
Quarta-Feira: 19h30
1ª Sexta-Feira: 19h30
 
Santuário:
Domingo: 07h
 
Igreja São Benedito:
Sábado: 17h30
 
Igreja Santa Edwiges:
2ª, 3ª e 4ª Quinta-Feira: 19h30

 
 

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